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14/10/2016 - Por: Abraão Chavier

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e o presidente da União Ciclística Internacional (UCI), Brian Cookson, deram início nesta sexta-feira (14.10), em Doha, no Catar, a um diálogo que tem como objetivo a utilização do Velódromo no Parque Olímpico da Barra, construído para os Jogos Rio 2016. Picciani e Cookson conversaram sobre formas de viabilizar uma parceria. O dirigente da UCI propôs a criação de uma fundação que pode ser tripartite, com representantes do governo federal (Ministério do Esporte), da sociedade civil e da própria entidade.

O ministro deixou claro o interesse em aproveitar da melhor forma o velódromo. Se a pareceria for adiante, o Brasil poderá se tornar o primeiro país da América do Sul a ter um equipamento de ponta destinado à formação de atletas, ao esporte de alto rendimento e ao uso da comunidade, além de sediar eventos internacionais da modalidade. “Nossa intenção é garantir provas no velódromo brasileiro, um dos mais modernos do mundo. Além disso, também queremos utilizar o equipamento desde a base e permitir que a população tenha acesso a esse patrimônio”, disse Picciani. “É importante manter o legado das Olimpíadas. Temos total interesse em levar competições internacionais para o Brasil e vamos batalhar para viabilizar essa parceria”, complementou

Ministro discute parceria com presidente da UCI. Foto: Chico de GoisCookson citou como exemplo a fundação criada em Manchester, na Inglaterra. A parceria com a UCI tem sido essencial para que o velódromo tenha atividades constantes e bem-sucedidas. O dirigente elogiou o velódromo brasileiro e disse que a UCI está disposta a colaborar. “É um velódromo fantástico. Temos de trabalhar com pessoas que sejam apaixonadas pelo esporte. Se não houver investimentos, o velódromo corre o risco de se transformar num espaço fantasma”.

O consultor jurídico do Ministério do Esporte, Tamoio Marcondes, que participou da reunião juntamente com o secretário nacional de Esporte, Lazer e Inclusão Social, Leandro Cruz Fróes da Silva, afirmou que irá trabalhar para viabilizar a formatação da parceria. “Vamos ver a melhor forma, dentro do Código Civil brasileiro, de concretizar essa fundação”.

Depois do encontro com Brian Cookson, Picciani se reuniu com o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmiro Pereira. O dirigente português falou das provas realizadas em seu país e do interesse em realizar intercâmbio com o Brasil.

O secretário Leandro Cruz informou que o Ministério quer fazer parceria com os portugueses para otimizar o velódromo. “Uma das coisas que podemos avançar é na questão de intercâmbios de atletas. Podemos construir um calendário para termos de 12 a 15 dias de atividades”.

Rede Nacional de Treinamento

A Rede Nacional de Treinamento, aposta do governo federal como legado de infraestrutura esportiva e de nacionalização dos efeitos dos Jogos Rio 2016, vai interligar as diversas instalações existentes ou em construção em todo o país. A Rede, instituída em 2011, contará com diferentes padrões de estruturas e atenderá dezenas de modalidades, desde a fase de detecção e formação de talentos até o treinamento de atletas e equipes olímpicas e paralímpicas.

No topo da Rede estão os Centros Olímpicos de Treinamento (COTs), construídos para sediar os Jogos do Rio. O Ministério do Esporte destinou R$ 820,9 milhões para reformas em instalações já existentes em Deodoro. No Parque Olímpico da Barra, foram investidos R$ 393,1 milhões na construção de instalações esportivas que serão permanentes: Centro Olímpico de Tênis (R$ 194 milhões); Velódromo Olímpico (R$ 140,6 milhões) e; climatização das Arenas Cariocas 1, 2 e 3 (R$ 58,5 milhões).

Para as estruturas temporárias foram aplicados R$ 365,4 milhões: Arena do Handebol (R$ 140,1 milhões), que será usada na construção de quatro escolas públicas e; Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos (R$ 225,3 milhões), que terá a estrutura desmontada e destinada a entes públicos interessados.

Outros R$ 159,2 milhões foram destinados para a construção das primeiras linhas de transmissão de alimentação do Parque Olímpico da Barra, para a subestação de energia elétrica e para a primeira linha de alimentação do campo de golfe.

Fonte:
Chico de Gois, de Doha (Catar) Ascom - Ministério do Esporte
Imagens:
Foto: Danilo Borges /ME

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